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Entrevista da Brenda ao G1


Área se consolida e é desafiadora, diz arquivista
Segundo profissional, trabalho com informação é atraente. Mas arquivistas precisam fugir de estereótipos.

Simone Harnik Do G1, em São Paulo


No Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, desde 2006, Brenda Couto de Brito Rocco, 27 anos, trabalha com arquivos digitais.

Formada pela Universidade Federal Fluminense, a jovem vê o mercado de arquivologia como promissor.

“Para mim, é uma área que está se consolidando e que oferece vários desafios. É envolvente para quem gosta de trabalhar com informação”, afirma. Ao mesmo tempo, segundo a profissional, os arquivistas têm de fugir de estereótipos. Confira a entrevista completa.


Onde você estudou e qual seu percurso acadêmico?

Brenda Couto de Brito Rocco – Estudei arquivologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e me formei em 2004. E depois já fiz uma pós-graduação em gestão estratégica.


G1 – Por que você escolheu a profissão?

Brenda – Eu procurava alguma área que tivesse a ver com história, cultura e documentação. Minha irmã é bibliotecária, e eu também já tinha uma influência. Daí vi a grade do curso de arquivologia e achei bastante interessante. Na época, lembro que fiquei na dúvida entre produção cultural e arquivologia, mas optei pelo segundo.


G1 – Como foi o percurso profissional?

Brenda – No terceiro período da faculdade já fiz estágio no “Jornal do Brasil”. Lá eu trabalhava com arquivos jurídicos, fotografia e recursos humanos. Mas foi no segundo estágio que fiquei mais firme na área e vi que era aquilo que eu gostava mesmo. Foi na Ordem dos Advogados, e lá trabalhava com processos, em uma dinâmica bem diferente.


G1 – O que você faz atualmente e como é o dia-a-dia na carreira?

Brenda – Atualmente eu trabalho com documentos digitais. Dentro da profissão é possível optar por várias frentes, como a gestão de documentos, os arquivos permanentes, a restauração de documentação. Hoje, estou dentro da coordenação da gestão geral de documentos no Arquivo Nacional. Meu trabalho é criar procedimentos para o trabalho. Nós apoiamos o Conselho Nacional de Arquivos e também prestamos assistência técnica a todos os órgãos do Poder Executivo federal. Saímos para dar treinamentos e cursos.


G1 – O que você mais gosta de realizar na carreira?

Brenda – Oferecer treinamento para as outras pessoas é muito interessante. Já estive no Arquivo Estadual da Bahia, em Cuiabá, em Curitiba. Tudo isso por meio do Arquivo Nacional. A parte de pesquisa também me anima bastante.


G1 – Qual o ponto negativo da profissão?

Brenda – Acho que as pessoas que procuram o curso não têm noção do que a área é. A maior parte dos candidatos busca porque a relação candidato/vaga nos vestibulares é menor. Daí, chegam alunos com deficiência no ensino. Se, quando virar profissional, não conseguir dar conta do trabalho, a empresa fecha portas.


G1 – Qual o aspecto positivo da carreira?

Brenda – Para mim, é uma área que está se consolidando e que oferece vários desafios. É envolvente para quem gosta de trabalhar com informação. E para pesquisadores também é interessante.


G1 – Qual o perfil para ser bem sucedido na área?

Brenda – É necessário gostar de estudar bastante, pois o arquivista trabalha com fundamentos de outras áreas. Então, é preciso aprender várias disciplinas. Também é necessário organização e ser uma pessoa tranquila. Profissionalmente, é necessário ser minucioso.

1 Comment:

  1. Elaine Maciel said...
    Olá, valei pela entrevista, eu achei super legal! ;)

    Quer ser parceira do Aluna de Arquivo, me add nos seus e me mande os endereços de seus blogs ;)

    Há, coloquei os seguidore ;) haha

    beijos da Nane

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